A Caverna: equipes


O banquete de abertura mal terminou e os mais atentos conseguem perceber a aura de agitação rodando por entre os alunos que iam saindo da mesa da Grifinória, ainda um dia antes do ano letivo começar. A razão do burburinho é a estrutura de equipes que começa a ser instalada na casa, a qual todos estão envolvidos, dos primeiranistas aos formandos - distribuídas pelas várias das áreas exploradas ao longo da carreira escolar, as equipes cobrem as seguintes temáticas:

- Equipe de tramas
- Programa de tutores
- Equipe gráfica
- Comissão de festas
- Comitê de novatos
- Jornal da Grifinória
- Equipe de torneios

Os detalhes sobre as equipes, de acordo com as informações repassadas, estão detalhadamente explicados no mural de avisos, mas buscando adiantar algumas informações pelo jornal e é já assumindo essa posição na minha equipe que me lanço para descobrir o que a opinião geral fala sobre tudo. Já de cara encontro o grifino Athos, que passa agora a coordenar a equipe dos torneios. "Quero muito que dê certo e estou colocando as minhas energias positivas para que tudo funcione impecavelmente", comenta o capitão do time de quadribol da casa. E continua: "É um sistema pioneiro, então não tem como saber se vai servir a todos, mas estamos otimistas!" A equipe dos torneios tem foco nas modalidades da intercasas, e cada participante da equipe é responsável por uma modalidade. Aos interessados em aprender novas habilidades ou aperfeiçoar as que já tem, falta pouco para os treinos estarem disponíveis e os murais sempre nos mantém informados.

Só que antes de pensar nas competições, fica a questão: os recém-chegados estão recebendo o suporte devido? Das sete equipes, duas são direcionadas exclusivamente à recepção deles. Raynna Park, ingressante no primeiro ano e já participante do programa de tutores, diz que: "as equipes meio que me deixaram um pouco mais tranquila, não tive aquela sensação de medo", e concorda sobre a importância da recepção e integração. "Sinceramente todo o sistema está bem organizado de forma que ao meu ver está perfeito, não tem o que retirar ou adicionar", conclui. Athos compartilha dessa opinião quando diz: "sinto que um sistema desses na minha época de calouro teria feito mais maravilhas e facilitado mais a minha vida". Será que alguém pensa o contrário?

Além de tudo isso, o que pude notar é a união e o espírito de coletividade que pareceu despertar na casa. Jessie, que cursa o último ano em Hogwarts, descreve bem o sentimento em uma declaração: "Sabe aquela sensação de plenitude e orgulho da casa que participa? Então, achei que não poderia ultrapassar este sentimento quando o chapéu seletor em mais de seis anos ficou em dúvida sobre a casa que pertenceria e, por achar que me sairia melhor, me escolheu para Grifinória. Mas eu estava enganada, pois neste último ano de Hogwarts percebo que em meu coração só aumentou amor e paixão pela Grifinória. Este novo sistema desenvolvido pelo nosso lindo Diretor Sam, faz perceber o quanto precisávamos estar próximos um do outro. Imagina que quando eu entrei pudesse ter um padrinho para me auxiliar aqui? Quem sabe não teria participado mais tempestivamente das intercasas? Ou poderia ter desenvolvido melhor dentro do time de Quadribol? Sim, estou apaixonada por este sistema de tutores." Tocante, não é?

Em meio aos alunos que sobem as escadarias vou encerrando a matéria por aqui, pois acabo de receber a informação que a comissão de festas está organizando uma integração digna - festa a fantasia! - pós-banquete no salão comunal! Mais detalhes sobre a festa você pode conferir nessa mesma edição... Boa semana!

Por Robert Hobsbawn